ACOMPANHAMENTO FISIOTERAPÊUTICO NO PRIMEIRO TRANSPLANTE LIGAMENTAR DO JOELHO NO PARÁ
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.501Palavras-chave:
fisioterapia, transplante , joelhoResumo
Introdução: O tratamento fisioterapêutico no pré e pós-operatório de cirurgias de reconstrução ligamentar do joelho visa garantir uma recuperação funcional adequada. Objetivo: Descrever o acompanhamento e a importância do atendimento fisioterapêutico na primeira cirurgia de transplante multiligamentar de joelho realizado no Pará. Descrição de caso: Paciente do sexo masculino, 42 anos, com histórico de trauma por acidente de moto há um ano. Apresentava dor, instabilidade no joelho e limitação funcional, sintomas persistentes desde o acidente. Em 15/01/2024, foi admitido no hospital, submetido à cirurgia de reconstrução ligamentar do cruzado posterior (LCP), anterior (LCA) e colateral (CL) do joelho direito, com enxerto do banco de tecidos de 11mm para o LCP e LCA; o CL foi utilizado enxerto autólogo. A sessão de fisioterapia iniciou-se no pré-operatório, com orientações sobre a manutenção da mobilidade articular adjacente, indicação do uso de dispositivos auxiliares de marcha e estratégias para preservação da força muscular. No pós-operatório imediato, foi realizado mobilização ativo-assistida das articulações adjacentes, controle álgico, exercícios isométricos e treino de marcha com muletas, utilizando apoio unidirecional e orientações quanto ao uso do imobilizador longo de joelho. O atendimento fisioterapêutico contínuo permitiu ao paciente compreender suas limitações e capacidades, promovendo uma adaptação mais eficaz para a recuperação funcional. A mobilização das articulações adjacentes, isometria e o treino de marcha com muletas contribuíram para a prevenção da rigidez articular, manutenção da força muscular e de uma melhor recuperação da função motora. As orientações de pré e pós-operatório, a crioterapia para o manejo do controle álgico e o uso do imobilizador longo de joelho, foram fundamentais para o controle da carga no membro operado. O acompanhamento foi essencial no aspecto psicológico, ajudando o paciente a lidar com medo das restrições e com a adaptação de atividades. Conclusão: A fisioterapia na reconstrução multiligamentar do joelho por transplante foi essencial para a recuperação do paciente, facilitando a adaptação à cirurgia e a restauração funcional. A educação sobre limites e capacidades, junto ao acompanhamento contínuo, tornou a reabilitação mais segura e eficaz, acelerando a recuperação e minimizando complicações pós-cirúrgicas.

