Impactos do Saneamento básico e Abastecimento de Água nos índices de internação por neoplasias malignas de Estômago no Pará.

Autores

  • Elaine Rodrigues Pinheiro Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Maria Helena Cruz Rodrigues Universidade Federal do Pará
  • Julianna Rodrigues Carvalho Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Rayssa Lima Vilela Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Gabriela leite Monteiro Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Siglea Valente do Couto de Andrade Martins Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Matheus Rodrigo Lopes Galdino Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Mariana Rocha Martins Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Maria Eduarda Ribeiro de Souza Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Amanda Cristina Camelo da Silva Centro Universitário Metropolitano da Amazônia

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.496

Palavras-chave:

câncer de estômago, saúde pública, saneamento básico

Resumo

Introdução: As neoplasias malignas de estômago estão entre os tipos de câncer mais prevalentes no estado do Pará, sendo a infecção pelo Helicobacter pylori um dos principais fatores de risco, presente na maioria dos casos. Além disso, fatores ambientais, como o abastecimento de água e o saneamento básico, podem influenciar a incidência da doença, favorecendo a transmissão da bactéria e contribuindo para o desenvolvimento da patologia. Objetivos:Analisar os índices de internação por neoplasia maligna de estômago no Pará entre 2020 e 2024 e correlacioná-los com os dados de abastecimento de água e saneamento básico no estado. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo, que investiga a relação entre as internações por neoplasia maligna de estômago e as condições de saneamento básico no Pará. Foram utilizados dados do DATASUS e da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (FAPESPA) referentes ao período de 2020 a 2024. Resultados: Nos últimos cinco anos, foram registradas 3.612 internações por câncer gástrico no Pará, sendo 2.433 em pacientes do sexo masculino e 1.179 do sexo feminino. A capital, Belém, apresentou o maior número de casos. Observou-se um aumento progressivo das internações, com o pico registrado em 2024 (771 casos). Em relação à infraestrutura sanitária, a cobertura de abastecimento de água no estado aumentou de 36% em 2016 para 43% em 2021, enquanto a média nacional permaneceu entre 81% e 83%. O esgotamento sanitário no Pará, por sua vez, manteve índices críticos, variando entre 4,3% e 7,4% no mesmo período, contrastando com a cobertura nacional, que oscilou entre 50,4% e 55%. Municípios com menor cobertura de saneamento básico apresentaram maiores taxas de internação por câncer gástrico, sugerindo que investimentos nessa área poderiam reduzir a incidência da doença e, consequentemente, os custos hospitalares para o sistema público de saúde. Conclusão: Os dados apontam uma relação entre as baixas taxas de saneamento e o aumento das internações por neoplasia gástrica no Pará. A precariedade no abastecimento de água potável e no tratamento de esgoto pode favorecer a disseminação do Helicobacter pylori, elevando os casos de câncer de estômago. Dessa forma, a ampliação da infraestrutura sanitária é essencial para reduzir a incidência da doença e melhorar os indicadores de saúde pública no estado.

 

Descritores: Câncer de Estômago; Saúde Pública; Saneamento Básico

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Publicado

15.01.2026

Como Citar

Rodrigues Pinheiro, E., Helena Cruz Rodrigues, M., Rodrigues Carvalho , J., Lima Vilela , R., leite Monteiro , G., Valente do Couto de Andrade Martins , S., Rodrigo Lopes Galdino, M., Rocha Martins, M., Eduarda Ribeiro de Souza , M., & Cristina Camelo da Silva, A. (2026). Impactos do Saneamento básico e Abastecimento de Água nos índices de internação por neoplasias malignas de Estômago no Pará . Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.496