Expansão das arboviroses no Pará e sua relação com as alterações climáticas

Autores

  • Amanda Cristina Camelo da Silva Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Amanda Fernandes Merhe Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Daniele Lima da Costa Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Elaine Rodrigues Pinheiro Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Maria Helena Cruz Rodrigues Universidade Federal do Pará
  • Larissa da Costa Kalif de Souza Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Mariana Rocha Martins Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Maria Eduarda Ribeiro de Souza
  • Siglea Valente do Couto de Andrade Martins Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Rafael Renner Fonseca de Lima Centro Universitário Metropolitano da Amazônia

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.479

Palavras-chave:

arboviroses, mudanças climáticas, saúde pública

Resumo

Introdução: As arboviroses são um conjunto de doenças de origem viral transmitidas por artrópodes.  Dentre as arboviroses mais conhecidas, destacam-se a  Dengue, Zika e Chikungunya, que representam um grave problema de saúde pública em áreas tropicais e subtropicais. O aumento dos casos dessas doenças tem ocorrido globalmente, impulsionado por fatores sociais, econômicos e ecológicos. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico das principais arboviroses no estado do Pará no período de 2017 a 2024 e sua relação com as mudanças climáticas. Material e Método: Trata-se de um estudo ecológico, observacional e descritivo de séries temporais, que analisa a relação entre a incidência de arboviroses (Dengue, Zika e Chikungunya) e variáveis climáticas (precipitação, temperatura e queimadas) no estado do Pará, no período de 2017 a 2024. O estudo utiliza dados secundários de fontes públicas e reconhecidas, integrando informações epidemiológicas e climáticas.Resultados: Entre 2017 e 2024, o Pará registrou 114.688 casos de arboviroses (64.617 dengue, 44.773 chikungunya e 5.308 zika), com picos em fevereiro e março. Os anos mais chuvosos coincidiram com o aumento de casos: em 2017, Belém registrou 3.830,4 mm de chuva; em 2020, altos índices pluviométricos acompanharam o crescimento de dengue e chikungunya. Em 2024, apesar da redução da chuva (2.752,2 mm), a persistência dos casos sugere influência de temperatura elevada (37,9°C) e queimadas (55.513), que no período atingiram valores acima da média. Conclusão: O estudo evidenciou uma correlação significativa entre mudanças climáticas (precipitação, temperatura e queimadas) e o aumento das arboviroses no Pará entre 2017 e 2024. No entanto, é importante considerar as limitações e vieses inerentes ao uso de dados secundários e à natureza ecológica do estudo. As análises das frequências, bem como a discussão de limitações e estratégias para mitigar vieses, fortalecem a validade dos resultados e sua aplicabilidade para políticas públicas. Medidas urgentes são necessárias, incluindo monitoramento contínuo, pesquisas epidemiológicas, investimentos em vacinas e melhorias na infraestrutura sanitária para adaptação às novas condições climáticas.

Descritores: Arboviroses;  Mudanças climáticas; Saúde pública.

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Publicado

15.01.2026

Como Citar

Cristina Camelo da Silva, A., Fernandes Merhe, A., Lima da Costa, D., Rodrigues Pinheiro, E., Helena Cruz Rodrigues, M., da Costa Kalif de Souza, L., Rocha Martins, M., Eduarda Ribeiro de Souza, M., Valente do Couto de Andrade Martins, S., & Renner Fonseca de Lima, R. (2026). Expansão das arboviroses no Pará e sua relação com as alterações climáticas . Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.479