Rastreamento do Câncer do Colo do Útero em Belém: Cobertura e Desafios na Estratégia de Prevenção

Autores

  • ANNE CAROLINE MACHADO SILVA Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Caio Lacerda dos Santos Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Rafael Renner Fonseca De Lima Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Maria Luiza da Silva Oliveira Costa Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Jessica Dias Fagundes Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Verena Coelho Lobão Azevedo Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Flavia Lícia Mendes De Assis Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Heloisa Pamplona Boulhosa Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Viviane Lima Nakamura Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Pedro Henrique Aguiar Lobato Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Isabela Calandrini Serruya Universidade Federal do Amapá

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.466

Palavras-chave:

Câncer do Colo do Útero, Prevenção, Rastreamento, Saúde Publica

Resumo

Introdução
O câncer do colo do útero é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, sendo altamente prevenível por meio do rastreamento com o exame citopatológico (Papanicolau). No entanto, barreiras no acesso aos serviços de saúde impactam a cobertura do rastreamento. Este estudo investiga a cobertura do exame citopatológico em Belém, analisando sua adesão e os desafios enfrentados na estratégia de prevenção.

Objetivo
Avaliar a cobertura do rastreamento do câncer do colo do útero em Belém, identificando fatores associados à adesão e desafios na implementação da estratégia de prevenção.

Material e Métodos

Trata-se de um estudo transversal baseado na análise de dados secundários obtidos do Sistema de Informações do Câncer (SISCAN) e do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA/SUS). Foram incluídos dados sobre a realização do exame citopatológico em mulheres de 25 a 64 anos, entre 2018 e 2023. A análise incluiu a cobertura do exame, distribuição etária, repetição do teste no intervalo recomendado e possíveis disparidades regionais.

Resultados
A cobertura média do exame citopatológico em Belém variou ao longo dos anos, com uma redução progressiva entre 2018 e 2021, seguida de discreta recuperação em 2022 e 2023. A adesão foi maior na faixa etária de 35 a 49 anos, com menor cobertura entre mulheres mais jovens e acima de 60 anos. Fatores como baixa escolaridade, dificuldades no acesso ao serviço de saúde e a descontinuidade da oferta do exame foram identificados como barreiras ao rastreamento adequado. A repetição do teste dentro do intervalo recomendado (três anos) não atingiu a meta ideal, indicando necessidade de estratégias para melhorar a adesão.

Conclusão
Os achados indicam desafios significativos na cobertura do rastreamento do câncer do colo do útero em Belém. Apesar da disponibilidade do exame na rede pública, barreiras sociais e estruturais limitam o acesso e a adesão ao rastreamento periódico. Estratégias para ampliar a cobertura, como campanhas educativas e ampliação da oferta em Unidades Básicas de Saúde, são essenciais para fortalecer a prevenção e reduzir a incidência da doença.

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Referências

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Publicado

15.01.2026

Como Citar

CAROLINE MACHADO SILVA, A., Lacerda dos Santos, C., Renner Fonseca De Lima, R., Luiza da Silva Oliveira Costa, M., Dias Fagundes, J., Coelho Lobão Azevedo, V., Lícia Mendes De Assis, F., Pamplona Boulhosa, H., Lima Nakamura, V., Henrique Aguiar Lobato, P., & Calandrini Serruya, I. (2026). Rastreamento do Câncer do Colo do Útero em Belém: Cobertura e Desafios na Estratégia de Prevenção. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.466