Evolução da venda de nimesulida em uma farmácia de um distrito de Belém no período de 2020 a 2024: Impactos na saúde da população adulta.
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.452Palavras-chave:
AINE, Automedicação, NimesulidaResumo
A automedicação e o uso indiscriminado de medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) é um problema que ocorre no mundo todo, no ano de 2025, várias noticias foram divulgadas acerca dos riscos da utilização deste grupo de medicamentos, pois segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde 2022 até 2024 alguns medicamentos lideram o ranking de medicamentos mais vendidos/prescritos. Dentre estes medicamentos está a nimesulida. Objetivo: de analisar a evolução da venda de nimesulida durante o período de 2020 a 2024 de uma farmácia de um distrito de Belém. Materiais e métodos: Análise de dados secundários de relatórios de vendas da farmácia. Resultados: De acordo com os dados coletados na farmácia estudada é possível observar que durante o período analisado, foram vendidos no total 17.177 medicamentos, no qual houve uma média de crescimento de 39,78% na venda de nimesulida, porém, de 2023 para 2024 houve uma redução de -44,10%. Pode-se perceber que a venda deste medicamento durante o período da pandemia (2020 a 2023), cresceu, pois foram vendidos no total 14.219 medicamentos, correspondendo a um total de 75,72% das vendas. Diversos fatores influenciaram a venda deste medicamento, um dos principais fatores foi a pandemia de Covid-19, pois diversos estudos (Germano, 2023; Branco et al., 2023) apontaram um aumento de automedicação por AINES durante a pandemia, incluindo a nimesulida. Estudos como o de (Sena et. al. 2021), apontam que em 2021, foi analisada a venda de medicamentos em 05 farmácias comunitárias de Belém – PA, e foi constatado que o medicamento com mais vendas foi a nimesulida. Com o crescimento do consumo do medicamento, sérios riscos podem surgir para a população adulta. Em 2024, as vendas reduziram em -44,10%, esse fato pode ser correlacionado com campanhas e matérias feitas pelo Ministério da Saúde e outros órgãos alertando sobre os riscos que este medicamento pode causar e que podem ter influenciado a venda. Conclusão: Portanto, esses dados acendem um alerta para os riscos da utilização da nimesulida, onde a prescrição deve ser feita de maneira mais adequada e controlada, sendo necessária a atuação do farmacêutico e de campanhas sobre a orientação e conscientização tanto da população, quanto dos profissionais da saúde sobre o seu uso correto, reduzindo o uso abusivo e que o uso desta medicação seja feito somente em casos realmente necessários, com mínimos prejuízos a saúde do paciente.
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Referências
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