Cuidando do futuro: o papel da educação permanente na assistência farmacêutica infantil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.441

Palavras-chave:

educação permanente, assistência farmacêutica, segurança do paciente

Resumo

Introdução: Garantir a saúde das crianças vai muito além de consultas médicas e exames de rotina. A assistência farmacêutica desempenha um papel crucial no cuidado infantil, ajudando a promover o uso seguro e correto dos medicamentos, além de contribuir para a adesão ao tratamento. Como o organismo das crianças é diferente do dos adultos, é essencial que os profissionais farmacêuticos estejam sempre atualizados para evitar erros de dosagem, interações medicamentosas e reações adversas. Entretanto, desafios como a falta de formulações pediátricas adequadas, a resistência dos cuidadores em seguir os tratamentos corretamente e a necessidade de um atendimento mais próximo e humanizado tornam a educação permanente indispensável para qualificar essa assistência. Investir na capacitação contínua dos farmacêuticos significa garantir mais segurança e qualidade de vida para os pequenos pacientes. Objetivo: O estudo busca entender como a educação permanente impacta a assistência farmacêutica na infância, explorando sua influência na segurança do uso de medicamentos, na prevenção de efeitos adversos e na adesão ao tratamento.  Material e Métodos: Para isso, realizamos um estudo qualitativo, de caráter exploratório-descritivo, com farmacêuticos que atuam diretamente na saúde infantil em Belém do Pará. As informações foram coletadas por meio de entrevistas semiestruturadas, além da análise de documentos institucionais e registros de capacitações profissionais. A metodologia de análise de conteúdo ajudou a compreender a percepção desses profissionais sobre a importância da educação permanente, os desafios do dia a dia e sugestões para melhorar ainda mais a prática farmacêutica voltada para crianças. Resultados e Conclusão: Os relatos dos profissionais mostraram que a educação permanente tem um impacto positivo direto na assistência farmacêutica pediátrica. Com treinamentos constantes, os farmacêuticos conseguem orientar melhor os pais e responsáveis, identificar possíveis riscos no uso dos medicamentos e agir de forma mais precisa na condução dos tratamentos. Além disso, a capacitação contínua fortalece a comunicação com outros profissionais da saúde, garantindo um atendimento mais integrado e eficaz. No entanto, ainda há desafios, como a sobrecarga de trabalho, a falta de políticas institucionais voltadas à formação profissional e a dificuldade de acesso a treinamentos especializados. Diante disso, concluímos que investir na qualificação dos profissionais que atuam na assistência farmacêutica infantil é essencial para oferecer um cuidado mais seguro, eficiente e humanizado às crianças e suas famílias.

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Publicado

14.01.2026

Como Citar

Nonato Macedo costa, C., & Paula Borri Bezerra, Érika. (2026). Cuidando do futuro: o papel da educação permanente na assistência farmacêutica infantil. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.441