ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DE UM PROTOCOLO FISIOTERAPÊUTICO DOMICILIAR SOBRE A RESISTÊNCIA MUSCULAR DO ASSOALHO PÉLVICO DE MULHERES COM ESCAPES URINÁRIOS

Autores

  • Ana Laura de Miranda Arrais da Silva Universidade do Estado do Pará
  • Elaine Cristhina Souza de Lima Universidade do Estado do Pará
  • Sidney de Assis da Serra Braga Universidade Federal do Pará
  • Tainá Alves Teixeira Universidade da Amazônia

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.418

Palavras-chave:

Incontinência Urinária, Mulheres, Serviços de Fisioterapia

Resumo

Objetivo: Analisar a influência de um protocolo fisioterapêutico domiciliar sobre a resistência muscular do assoalho pélvico de mulheres com escapes urinários. Material e métodos: Baseia-se em um estudo experimental clínico e comparativo, de corte longitudinal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa– CEP/UEPA (parecer 7.184.738). Conduzido com mulheres, entre 18 e 70 anos, que apresentavam qualquer tipo de Incontinência Urinária (IU), sexualmente ativas e não gestantes. O protocolo de cinesioterapia durou seis semanas consecutivas, incluindo uma avaliação inicial e outra final, em que a voluntária realizou cada um dos cinco exercícios propostos por sete dias, sendo instruídas presencialmente uma vez por semana, com suporte de guia ilustrativo elaborado pelos pesquisadores. Os parâmetros utilizados foram: Força, Endurance (resistência), Frequência de Perdas, Quantidade de Perdas e Impacto na Qualidade de Vida (QV), adotando escalas crescentes entre 0 e 6, exceto para Impacto na QV, que seguiu uma escala de 1 (sem impacto) a 10 (impacto significativo). Os parâmetros Força e Endurance foram registrados através do toque bidigital no canal vaginal (escala PERFECT) e as demais foram extraídas a partir do questionário International Consultation on Incontinence Questionneire- Short Form (ICIQ-SF). Resultados: A eficácia do protocolo pode ser avaliada com base nos resultados das pacientes que o seguiram integralmente (pacientes 01, 03 e 05), 60% do total (n = 5). Aquelas que não seguiram integralmente registraram resultados menos expressivos, especialmente a 04, que não apresentou ganhos físicos, apenas diminuição do impacto na QV. A adesão ao protocolo demonstrou ser significativa na melhora da perda urinária, pois todas relataram melhora na QV, enquanto 67,7% apresentaram redução na Quantidade de Perdas e aproximadamente 68% tiveram avanços nos parâmetros Endurance e Força. Para a Endurance, 40% das pacientes mantiveram os status (variação 0 na escala), enquanto 60% tiveram melhora, com destaque para a paciente 03, que apresentou um aumento de +3 na escala. Conclusão: O protocolo, quando seguido integralmente, é eficaz para as variáveis Força, Endurance, Frequência de perdas, Quantidade de Perdas e Impacto na QV. No entanto, este último parâmetro demonstrou subjetividade, de modo que suas mudanças possam estar relacionadas a fatores emocionais e comportamentais.

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Referências

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Publicado

14.01.2026

Como Citar

Laura de Miranda Arrais da Silva, A., Cristhina Souza de Lima, E., de Assis da Serra Braga, S., & Alves Teixeira, T. (2026). ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DE UM PROTOCOLO FISIOTERAPÊUTICO DOMICILIAR SOBRE A RESISTÊNCIA MUSCULAR DO ASSOALHO PÉLVICO DE MULHERES COM ESCAPES URINÁRIOS. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.418