Perfil de doenças infecciosas em adultos no Estado do Pará: análise de dados epidemiológicos de 2020 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.406Palavras-chave:
Doenças Infecciosas, Estado do Pará, Epidemiologia, Saúde PúblicaResumo
Introdução: As doenças infecciosas continuam sendo um dos principais desafios de saúde pública no Estado do Pará, especialmente entre adultos. Fatores ambientais, socioeconômicos e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde contribuem para a alta prevalência de enfermidades como malária, leptospirose, tuberculose e arboviroses. A análise epidemiológica dessas doenças é essencial para orientar estratégias de prevenção e controle. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das principais doenças infecciosas em adultos no Estado do Pará entre 2020 e 2024, por meio da análise de dados epidemiológicos. Método: Estudo descritivo retrospectivo com análise de dados extraídos de bases públicas, como DATASUS, Boletins Epidemiológicos do Ministério da Saúde e plataformas estaduais. Foram incluídos relatórios publicados entre 2020 e 2024 sobre doenças infecciosas em adultos (≥18 anos) no Estado do Pará. A estatística descritiva foi utilizada para analisar variáveis como incidência, letalidade, sexo e faixa etária. Resultados: As arboviroses (dengue, zika e chikungunya) foram as doenças infecciosas mais notificadas, representando 60% dos casos, com predomínio em áreas urbanas. A malária foi mais prevalente em municípios ribeirinhos, afetando homens entre 20 e 40 anos e totalizando 35% dos casos. A tuberculose apresentou taxa de incidência de 40 casos por 100 mil habitantes, sendo mais frequente em homens de baixa renda. A leptospirose teve aumento significativo nos períodos chuvosos, com pico entre março e abril, representando 20% das notificações de doenças bacterianas. A letalidade por malária grave foi o dobro em áreas de difícil acesso, destacando desigualdades regionais. A baixa cobertura vacinal contra hepatites virais e a precariedade da infraestrutura sanitária foram fatores de risco que contribuíram para a manutenção das taxas de infecção. Conclusão: As doenças infecciosas permanecem como um grave problema de saúde pública no Estado do Pará, especialmente em áreas vulneráveis. Os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas que fortaleçam a atenção primária, ampliem a cobertura vacinal e garantam o acesso aos serviços de saúde para reduzir a carga dessas enfermidades na população adulta.
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Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico de Monitoramento de Casos de Dengue, Chikungunya e Zika. Brasília: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.saude.mg.gov.br/component/search/?all=%22Boletim+Epidemiol%C3%B3gico+de+Monitoramento+dos+casos+de+Dengue%2C+Chikungunya+e+Zika+da+SES-MG%22&area=all. Acesso em: 07 mar. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2023: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigitel/vigitel-brasil-2023-vigilancia-de-fatores-de-risco-e-protecao-para-doencas-cronicas-por-inquerito-telefonico/view. Acesso em: 07 mar. 2025.

