Perfil sociodemográfico dos casos de toxoplasmose gestacional entre os anos de 2019 a 2024 na região Norte do Brasil

Autores

  • Avelyn Moreira Oliveira Universidade do Estado do Pará
  • Karllos Eduard dos Santos Dias Universidade Federal do Pará
  • Marcos Vinicius Cardoso Reis Universidade Federal do Pará
  • Mariana Kondo Obara Universidade Federal do Pará
  • Maria Francisca Alves Alves Universidade Federal do Pará
  • Josuelem Portela Castro Universidade Federal do Pará
  • Paulo Victor de Lima Reis Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Rafaella Nascimento da Silva Brito Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.401

Palavras-chave:

Gestante, Toxoplasmose, Norte, Brasil, epidemiologia

Resumo

 Introdução: A toxoplasmose gestacional é uma infecção com risco de transmissão vertical, e pode causar complicações como comprometimento neurológico e aborto. Fatores socioeconômicos podem influenciar essa distribuição, destacando a importância de estratégias para reduzir os impactos materno-fetais. Objetivo(s): Analisar casos de toxoplasmose gestacional na região Norte entre 2019 a 2024. Material e Métodos: Esta é uma pesquisa observacional, do tipo transversal com abordagem quantitativa baseada na análise dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), fornecidos pelo DATASUS. Foram considerados os registros de casos de toxoplasmose gestacional nos estados da região Norte entre 2019 a 2024. As variáveis foram: faixa etária materna, idade gestacional, raça e escolaridade. Os dados extraídos foram tabulados por ano e estado. Além disso, foram utilizados os programas Microsoft Word e Excel para a tabulação dos dados e escrita do trabalho. Resultados: Entre os anos de 2019 e 2024, a região Norte apresentou 8088 casos de Toxoplasmose gestacional, os estados mais afetados foram Pará, com 2.225 casos (27,5%), Rondônia com 1.734 casos (21,4%) e Tocantins com 1.565 casos (19,3%). Os casos de toxoplasmose gestacional na região Norte apresentam um perfil marcado por vulnerabilidades sociais e demográficas: a maioria das gestantes é parda, como no Pará, 1.683 casos (75%), e no Amazonas, 642 casos(84%), e não teve contato com o ensino superior, como no Pará, 1.581 casos(19,5%), e no Amazonas, 520 casos (6,4%). A maioria dos casos se concentra no segundo trimestre da gravidez, 3.459 (42,7%), enquanto o primeiro e terceiro trimestres apresentam números próximos, 2.008 (24,8%) e 2.525 (31,2%) casos, respectivamente. A faixa etária mais afetada é a de 20 a 39 anos, com números expressivos em todos os estados, como no Tocantins 1.163 casos (14,3%) e em Rondônia 1284 casos (15,8%), mas também há um número preocupante de adolescentes de 15 a 19 anos, como no Pará, 518 casos (6,4%), e no Acre 239 casos (3%). Conclusão: Esses dados destacam a necessidade de políticas públicas direcionadas a gestantes jovens, de baixa escolaridade, principalmente no segundo trimestre gestacional e pardas, que representam a maioria dos casos. A integração entre saúde, educação e assistência social é fundamental para reduzir a incidência da doença e garantir o bem-estar materno-infantil. 

 

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Francisca Alves Alves, Universidade Federal do Pará

Doutorado em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(2014), Mestrado em Medicina (Ginecologia) pela Universidade Federal de São Paulo (2001). Curso de Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará(1986).Curso de Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará(1987). Especialização em Ginecologia e Obstetrícia(Hospital N.S.de Lourdes/SP(1989). Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (TEGO - 1994). Professora Associada da Universidade Federal do Pará(Ginecologia e Obstetrícia). Perita(Médica-Legista) do Estado do Pará. Atuações nos seguintes temas: Gravidez na adolescência, Anticoncepção e Violência sexual. 

Rafaella Nascimento da Silva Brito , Universidade Federal do Pará

Autor principal 

Referências

C P, Mh Y. Toxoplasmosis in Pregnancy: Prevention, Screening, and Treatment [Internet]. Journal of obstetrics and gynaecology Canada : JOGC = Journal d’obstetrique et gynecologie du Canada : JOGC. 2013. Available from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23343802/.

De La Fuente Villar BB, Neves E de S, Louro VC, Lessa JF, Rocha DN, Gomes LHF, et al. Toxoplasmosis in pregnancy: a clinical, diagnostic, and epidemiological study in a referral hospital in Rio de Janeiro, Brazil. The Brazilian Journal of Infectious Diseases. 2020 Nov;24(6):517–23.

Downloads

Publicado

14.01.2026

Como Citar

Moreira Oliveira , A., Eduard dos Santos Dias , K., Vinicius Cardoso Reis , M., Kondo Obara , M., Francisca Alves Alves, M., Portela Castro , J., Victor de Lima Reis , P., & Nascimento da Silva Brito , R. (2026). Perfil sociodemográfico dos casos de toxoplasmose gestacional entre os anos de 2019 a 2024 na região Norte do Brasil. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.401