Análise de Determinantes Socioeconômicos na Escolha de Métodos Contraceptivos entre Universitárias
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.353Palavras-chave:
Métodos contraceptivos, saúde reprodutiva, ISTsResumo
Introdução: A saúde sexual é uma dimensão essencial da vida humana, abrangendo aspectos sociais, culturais e de saúde. Nesse contexto, a contracepção tornou-se um tema crucial, especialmente entre jovens universitários. A escolha e o uso correto de métodos contraceptivos são fundamentais para prevenir gravidezes indesejadas, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e promover a saúde reprodutiva (Santos et al., 2020; Rodrigues e Vieira, 2022). Objetivos: Analisar a relação entre renda familiar e estada civil na escolha de métodos contraceptivos entre estudantes de uma instituição de ensino superior, em Belém, Pará. Material e métodos: Trata se de uma pesquisa com abordagem quantitativa e descritiva realizada através de um questionário elaborado na plataforma GoogleForms, com trinta perguntas relacionadas a fatores socioeconômicos, utilização de métodos contraceptivos e analisar os fatores que influenciam em sua escolha, direcionada a universitárias com a idade entre 18 e 40 anos de uma instituição privada localizada na cidade de Belém-PA.O estudo foi conduzido entre novembro de 2024 a fevereiro de 2025, envolvendo mulheres regularmente matriculadas,que aceitaram participar da pesquisa mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O estudo seguiu as diretrizes estabelecidas pela Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta pesquisas envolvendo seres humanos. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da UNAMA e aprovado sob o CAAE:84167524.2.0000.5173 e Parecer: 7.187.153. Resultados: A pesquisa foi realizada com 305 pessoas do sexo feminino de graduação em uma instituição privada em Belém-PA, entre novembro de 2024 a fevereiro de 2025. Quando relacionada a escolha do método contraceptivo com a renda, é possível verificar que 40% das mulheres com renda maior que 8 salários-mínimos não fazem uso de nenhum método, seguido por 37% das que tem um salário-mínimo e 34% das com renda entre 3 a 8 salários. Em relação a distribuição de métodos contraceptivos por estado civil, 37,03% das solteiras relataram não fazer o uso de nenhum método, 22,58% das que namoram e 16,66% dos casados/união estáveis. Conclusão: A pesquisa demonstrou que as universitárias com renda de 3 a 8 salários e solteiras são as que mais relataram não fazer uso de nenhum método contraceptivo. Portanto, verifica-se a necessidade da realização da educação em saúde com esse grupo para promover conhecimento necessário sobre métodos contraceptivo, para garantir a educação sexual e reprodutiva para essas mulheres.
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Referências
RODRIGUES, A. C. B.; VIEIRA, N. F. C. Fatores associados ao uso de métodos contraceptivos entre universitários: uma revisão integrativa. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 56, p. 11, 2022. Disponível em: https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/13491 Acesso em: 03 Mar. 2025
SANTOS, F. P. S. et al. Práticas contraceptivas e conhecimento sobre infecções sexualmente transmissíveis em estudantes universitários. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, n. 1, p. 207-216, 2020. Disponível em: https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/13491 Acesso em: 03 Mar. 2025

