Práticas contraceptivas no contexto acadêmico de uma universidade particular do município de Belém

Autores

  • Luanna Rafaela Moia Batista Universidade da Amazônia
  • José Marcos Carvalho Cardoso Universidade da Amazônia
  • Raísha Ciane Dias Marinho Universidade da Amazônia
  • Layza Freitas Chaves Universidade da Amazônia
  • Luciana Pinto Oliveira Universidade da Amazônia

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.349

Palavras-chave:

Contracepção, saúde reprodutiva, saúde da mulher

Resumo

Introdução: A contracepção possui um papel crucial na promoção da autonomia feminina, permitindo que mulheres realizem planejamentos e tomem decisões essenciais sobre sua saúde reprodutiva. No Brasil, a diversidade de métodos contraceptivos reflete um cenário complexo onde fatores sociais, culturais e econômicos influenciam as escolhas das mulheres (Diniz e Cabral, 2022). Objetivo: Identificar os métodos contraceptivos utilizados por universitárias. Material e Métodos: O presente estudo possui uma abordagem quantitativa e descritiva, com a participação de 305 mulheres universitárias, entre 18 a 40 anos e foi realizado em uma instituição de ensino superior privada na cidade de Belém- Pará, no período de novembro de 2024 a fevereiro de 2025. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de um questionário online no Google Forms, na qual tinha aproximadamente 15 minutos para ser preenchido, além disso estava inserido nele o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que as participantes assinaram conforme a exigência ética. Este estudo seguiu as diretrizes estabelecidas pela Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta pesquisas envolvendo seres humanos. O projeto foi submetido à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa da UNAMA e aprovado sob o CAAE: 84167524.2.0000.5173 e Parecer nº 7.187.15. Resultados: De acordo com o perfil sociodemográfico das universitárias, 63,93% das participantes tinham entre 21 a 30 anos e estavam em um relacionamento (53,11%), com renda de até 3 salários mínimos (65,57%) e faziam graduação em cursos da área da saúde (69,18%). Ademais, 70,49% afirmaram fazem uso de algum método e 29,50% não utilizam. Os quatros principais métodos mencionados foram: Preservativo (23,60%), pílula anticoncepcional (21,31%), a associação de preservativo com outro método hormonal (11,47%) e injeção (6,22%). Conclusão: Portanto, o estudo relevou dados significativos da saúde e vida sexual de mulheres universitárias, com a identificação de uma elevada prevalência de uso de métodos contraceptivos, relacionada à busca por conhecimento e aprimoramento profissional, na qual está muitas vezes associada à necessidade de adiar a maternidade ou não ter filhos, haja vista que a utilização de métodos contraceptivos tem relação direta com o nível de instrução, sendo mais frequente entre mulheres com nível educacional mais elevado.

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Referências

DINIZ, C. S. G.; CABRAL, C. D. S. Reproductive health and rights, and public policies in Brazil: revisiting challenges during covid-19 pandemics. Global Public Health, v. 17, n. 11, p. 3175-3188, nov. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1080/17441692.2021.1995463. Acesso em: 8 mar. 2025.

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Publicado

14.01.2026

Como Citar

Rafaela Moia Batista, L., Marcos Carvalho Cardoso, J., Ciane Dias Marinho, R., Freitas Chaves, L., & Pinto Oliveira, L. (2026). Práticas contraceptivas no contexto acadêmico de uma universidade particular do município de Belém. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.349