Estado nutricional e hábitos alimentares de uma criança com Síndrome de Down atendida em hospital de referência: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.5327/prmj.308Palavras-chave:
Síndrome de Down, Obesidade, Avaliação NutricionalResumo
INTRODUÇÃO: A fase infantil é um período crítico para o desenvolvimento do sobrepeso e da obesidade, em pessoas com Síndrome de Down, devido a baixa estatura, erros alimentares, compulsão alimentar e ausência da prática de atividade física. OBJETIVOS: Relatar a evolução do estado nutricional e mudanças no hábito alimentar de uma paciente com Síndrome de Down. MATERIAL E MÉTODOS: O presente estudo se refere ao acompanhamento nutricional de uma criança com diagnóstico de Síndrome de Down, em três consultas, no período de outubro de 2024 a janeiro de 2025. A paciente M.C.S.S, do sexo feminino, com 9 anos, residente da cidade do Acará-Pa, acompanhada da mãe, com queixa principal de sobrepeso e fome excessiva. Durante as consultas, foi realizado anamnese, no qual foram coletadas informações sobre os dados clínicos, histórico alimentar e nutricional recordatório 24 horas. Foi realizada a antropometria, orientações nutricionais e metas pela equipe de nutrição. Para a avaliação nutricional utilizou-se o software “WHO AnthroPlus”. O estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa do HUJBB/UFPA sob parecer nº 6.492.528. RESULTADOS E CONCLUSÃO: Neste trabalho foi possível analisar o estado nutricional da paciente e, principalmente, mudanças positivas nos hábitos alimentares. Na primeira consulta, a paciente apresentou peso de 40,2 Kg, altura 1,31m e IMC de 23,5 Kg/m², resultando em altura adequada para idade com -0,17 z-score, porém o IMC muito acima do esperado para idade com +3,41 z-score indicando obesidade. O peso e os demais parâmetros se mantiveram nas outras duas consultas. No entanto, por meio do recordatório 24 horas, foram observadas melhoras significativas na alimentação e aceitação progressiva de alimentos, antes recusados; houve um fracionamento maior das refeições; diminuição do consumo calórico e de alimentos refinados, ricos em açúcar; e o aumento significativo na ingestão hídrica. Os achados ressaltam que as crianças com quadros sindrômicos requerem monitoramento constante do estado nutricional e dos hábitos alimentares, para a prevenção dos distúrbios nutricionais e obesidade.
Eixo temático: 1. Saúde da criança





