Análise epidemiológica de crianças e adolescentes internados por pneumonia pneumocócica na região norte do Brasil.
DOI:
https://doi.org/10.5327/prmj.303Palavras-chave:
saúde da crianca, pneumonia, pneumocócica, imunizaçãoResumo
INTRODUÇÃO: A pneumonia pneumocócica é uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil, especialmente em regiões com acesso limitado à saúde. Causada pelo Streptococcus pneumoniae, pode levar a complicações graves, em casos de ausência de profilaxia preconizada pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). Na Região Norte do Brasil, fatores socioeconômicos e geográficos influenciam a alta taxa de internações.
OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico do público infanto-juvenil internado por pneumonia pneumocócica na região Norte do Brasil.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo e descritivo, com dados extraídos do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), no período de 2020 a 2024. Para correlação foram utilizadas as variáveis faixa etária, Unidade da Federação, sexo, média de permanência e número de óbitos.
RESULTADOS: No período analisado ocorreram 158.463 internações de crianças e adolescentes por pneumonia pneumocócica na região norte do Brasil, das quais 87.189 foram do sexo masculino e 71.274 do sexo feminino. A faixa etária predominante correspondeu às crianças entre 1 a 4 anos (78.330 casos), seguidas por menores de 1 ano (45.278 casos), enquanto aquelas entre 5 a 9 anos tiveram 23.139 registros. Os intervalos entre 10 a 14 anos e 15 a 19 anos, que englobam a parcela dos adolescentes, registraram 6.900 e 4.816 pacientes, respectivamente. A prevalência de internações ocorreu nos estados do Pará (46,04%) e do Amazonas (23,09%) e a média de permanência da região, no serviço, foi de 5,3 dias. No mesmo período, foram registrados 1.495 óbitos decorrentes da doença.
CONCLUSÃO: Os dados apresentados revelam um cenário significativo de morbidade hospitalar por pneumonia pneumocócica na região norte do Brasil, destacando a vulnerabilidade de crianças e adolescentes, especialmente na faixa etária de 1 a 4 anos, as quais já deveriam estar vacinadas pelo PNI. A alta prevalência de internações em estados como Pará e Amazonas sugere a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de saúde nesses locais, visando à prevenção e ao tratamento adequado da pneumonia.
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