Saúde do trabalhador de enfermagem em terapia intensiva no Norte do Brasil: estudo transversal
DOI:
https://doi.org/10.5327/prmj.1125Palavras-chave:
saúde do trabalhador, absenteísmo, equipe de enfermagem, unidades de terapia intensiva, condições de trabalhoResumo
Objetivos: descrever características ocupacionais selecionadas, a ocorrência de afastamentos por doença e a utilização de serviços de saúde do trabalhador entre enfermeiros e técnicos de enfermagem atuantes em unidades de terapia intensiva. Método: estudo transversal, descritivo e quantitativo, realizado em duas unidades de terapia intensiva adulto de hospitais de alta complexidade em Cacoal, Rondônia. Todos os 65 profissionais de enfermagem elegíveis foram convidados e 49 participaram (75,38%). Foram analisadas variáveis sociodemográficas, ocupacionais, de deslocamento, afastamento por doença e utilização de serviço de saúde do trabalhador, mediante frequências absolutas e relativas. Resultados: quanto ao sexo, 38 participantes (77,55%) eram mulheres; quanto à atividade funcional, 33 (67,35%) eram técnicos de enfermagem. Dois vínculos de trabalho foram relatados por 23 participantes (46,94%) e 10 (20,41%) informaram levar mais de 1,5 hora no deslocamento até o trabalho. Nos 12 meses anteriores, 13 (26,53%) relataram afastamento por doença; cinco (10,20% da amostra total) registraram afastamento relacionado a doença associada ao trabalho. Dezessete participantes (34,69%) referiram utilização prévia do serviço de saúde do trabalhador. Conclusão: afastamentos por doença e utilização limitada do serviço de saúde do trabalhador coexistiram com características ocupacionais que demandam atenção institucional. Os achados reforçam a importância da vigilância, da prevenção e do acesso proativo à saúde do trabalhador, em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3, especialmente com a promoção do bem-estar e o fortalecimento e retenção da força de trabalho em saúde.
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