Fisioterapia no apoio aos cuidadores de crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista: revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.5327/prmj.1057Palavras-chave:
modalidades de fisioterapia, Transtorno do Espectro Autista, doenças do sistema nervoso, cuidadoresResumo
Objetivo: Identificar as técnicas fisioterapêuticas na promoção de saúde de cuidadores de crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Método: Revisão sistemática da literatura baseada no protocolo PRISMA e estratégia PICO, consultando as bases SciELO, PubMed, BVS e PEDro, com artigos dos últimos 10 anos avaliados pela ferramenta JBI. Resultados: Da amostra final de 6 estudos (qualidade moderada a alta), evidenciou-se a predominância absoluta do género feminino na função de cuidador informal. Os achados mais significantes revelaram que 100% das investigações demonstraram dor musculoesquelética (com 78,6% de prevalência lombar), sobrecarga física e emocional, e redução na qualidade de vida. As condutas fisioterapêuticas mais frequentes foram a cinesioterapia e a educação em saúde (83,3%), seguidas por alongamentos, relaxamento e orientações ergonómicas (66,7%), demonstrando eficácia na redução da dor e do estresse. Conclusão: A fisioterapia atua como estratégia indispensável na mitigação da alta morbilidade crónica desses cuidadores. Todavia, constata-se uma severa lacuna científica voltada especificamente ao TEA, tornando urgente a translação dessas práticas preventivas para a atenção primária à saúde, integrando o cuidador como pilar indissociável do cuidado integral.
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