Correlação entre os achados histopatológicos de pacientes submetidas a biópsias de endométrio e os achados clínico-radiológicos em hospital de referência na região Norte do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5327/prmj.1024Palavras-chave:
Sangramento Uterino, Doenças Endometriais, Ultrassonografia, HisteroscopiaResumo
Objetivo: Buscou-se correlacionar os achados histopatológicos aos perfis clínicos e ultrassonográficos de pacientes submetidas à biópsia de endométrio por histeroscopia, identificando as patologias mais prevalentes e a acurácia da ultrassonografia transvaginal no diagnóstico das lesões intrauterinas. Método: Estudo observacional, descritivo, retrospectivo e transversal, realizado com pacientes submetidas à biópsia endometrial por histeroscopia entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025. Foram analisadas variáveis clínicas, ultrassonográficas e histopatológicas obtidas por revisão de prontuários. A acurácia diagnóstica da ultrassonografia transvaginal foi avaliada por sensibilidade, especificidade, valores preditivos e acurácia global, utilizando o histopatológico como padrão-ouro. Resultados: Foram incluídas 201 pacientes, com média de idade de 51,5 anos, sendo 52,2% na pós-menopausa. O sintoma mais frequente foi o sangramento uterino anormal. Na ultrassonografia transvaginal, observaram-se pólipos endometriais em 102 pacientes (50,7%) e espessamento endometrial em 83 casos (41,3%). No histopatológico, os pólipos endometriais foram a alteração mais prevalente, identificados em 132 pacientes (65,7%), seguidos por outros achados benignos (14,9%), neoplasias (9,0%), leiomiomas (7,0%) e hiperplasias endometriais (3,5%). A ultrassonografia apresentou sensibilidade de 64% e especificidade de 74% para pólipos, além de excelente desempenho para leiomiomas (71 e 99%, respectivamente). Para neoplasias, observou-se baixa sensibilidade (17%) e alta especificidade (100%). Houve associação significativa entre pós-menopausa e neoplasia. Conclusão: Concluiu-se que a ultrassonografia transvaginal mostrou-se eficaz como método inicial na investigação de patologias endometriais, com melhor desempenho para leiomiomas e limitações na detecção de hiperplasias e neoplasias, reforçando a importância da complementação diagnóstica com histeroscopia e histopatologia.
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