Arquitetura hospitalar, sustentabilidade e humanização: estudo comparativo em hospitais públicos pós-pandemia
DOI:
https://doi.org/10.5327/prmj.1022Palavras-chave:
Arquitetura Hospitalar, Ambiente de Instituições de Saúde, Humanização da Assistência, Sustentabilidade ambiental, Hospitais PúblicosResumo
Este estudo teve como objetivo analisar comparativamente aspectos da organização espacial e dos elementos construtivos de hospitais públicos históricos, avaliando suas contribuições para a sustentabilidade ambiental e a humanização dos espaços de saúde no contexto pós-pandêmico. Trata-se de uma pesquisa de abordagem mista, com caráter comparativo e múltiplos estudos de caso. A metodologia combinou análise histórico-arquitetônica, simulações computacionais de desempenho ambiental (insolação e ventilação natural) e avaliação da percepção dos usuários por meio de etnografia rápida e aplicação de questionários em hospitais localizados nas regiões Norte e Sul do Brasil. Os resultados indicaram que a presença de áreas verdes e espaços abertos está associada a maior percepção de conforto e bem-estar mental. Edificações com grandes esquadrias históricas apresentam melhor potencial de renovação de ar em comparação a ambientes selados, enquanto estruturas modernas em concreto armado favorecem a flexibilidade espacial e o uso adaptativo. Conclui-se que a preservação e a qualificação de elementos arquitetônicos históricos, aliadas a estratégias de adaptação funcional, constituem um recurso relevante para a promoção da sustentabilidade ambiental e da humanização em hospitais públicos contemporâneos.
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