Pará Research Medical Journal https://prmjournal.emnuvens.com.br/revista <p>A <strong>Pará Research Medical Journal (PRMJ)</strong> é um periódico online publicado pela <a href="http://www.santacasa.pa.gov.br/index.php" target="_blank" rel="noopener">Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA)</a>, em acesso aberto e gratuito. A partir de 2026 o periódico passou para Qualis A3 pela CAPES, com publicações anuais em fluxo contínuo, com a missão de difundir e divulgar conhecimento científico em áreas prioritárias da Saúde Pública na Amazônia, a PRMJ tem a perspectiva de contribuir com o debate qualificado, interdisciplinar, no âmbito da assistência e da gestão, beneficiando autores e leitores, bem como reconhecer seus avaliadores e seu corpo editorial.</p> pt-BR gpes@santacasa.pa.gov.br (Pará Research Medical Journal (PRMJ)) gpes@santacasa.pa.gov.br (Pará Research Medical Journal (PRMJ)) Fri, 10 Apr 2026 17:09:14 -0300 OJS 3.3.0.22 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Os impactos do garimpo na saúde dos povos indígenas da Amazônia https://prmjournal.emnuvens.com.br/revista/article/view/940 <p><strong>Objetivo: </strong>Analisar, por meio de uma revisão integrativa, os impactos do garimpo ilegal na Amazônia sobre a saúde das populações indígenas. <strong>Método: </strong>Realizou-se uma revisão integrativa com buscas nas bases de dados LILACS, Medline/PubMed e SciELO. O recorte temporal compreendeu o período de janeiro de 2019 a março de 2025, resultando na seleção e análise de 14 artigos científicos. <strong>Resultados: </strong>Evidenciou-se uma relação direta entre a atividade garimpeira e a contaminação ambiental por mercúrio, com níveis de metilmercúrio em amostras biológicas frequentemente superiores aos limites de segurança da OMS. Os principais impactos incluem neurotoxicidade (déficits cognitivos e motores), afetando prioritariamente crianças e gestantes, além de alta prevalência de anemia. Verificou-se, ainda, o aumento de doenças infecciosas, como Malária e COVID-19, impulsionado pela invasão territorial e alterações nos ecossistemas. <strong>Conclusão: </strong>A mineração ilegal impõe uma dupla carga de morbidade às populações indígenas, combinando doenças crônicas e infecciosas, além de ameaçar a segurança alimentar e os modos de vida tradicionais. Os achados reforçam a necessidade urgente de políticas públicas de fiscalização rigorosa e o fortalecimento da atenção básica à saúde indígena.</p> Gabriel Costa Farias, Lucas Gabriel Cardoso de Souza, Marcos Vinicius Luz Barbosa, Matheus Valente dos Santos, Victor Pamplona Menescal de Souza, Vanja da Cunha Bezerra Copyright (c) 2026 Pará Research Medical Journal https://prmjournal.emnuvens.com.br/revista/article/view/940 Mon, 01 Jun 2026 00:00:00 -0300 Saúde mental dos pacientes com Doença de Parkinson em um serviço ambulatorial de Belém https://prmjournal.emnuvens.com.br/revista/article/view/960 <p><strong>Objetivo:</strong> Analisar a prevalência de ansiedade e depressão e os fatores que influenciam esse indicador em pacientes diagnosticados com Doença de Parkinson em acompanhamento em um estabelecimento estadual de saúde. <strong>M</strong><strong>étodo</strong><strong>:</strong> Estudo transversal, observacional e de métodos mistos desenvolvido com pacientes diagnosticados com DP, cujas capacidade comunicativa e cognitiva estivessem preservadas, que frequentaram o ambulatório de neurologia da Policlínica Metropolitana de Belém do Pará entre os meses de agosto e outubro de 2025. O perfil socioeconômico dos participantes foi traçado a partir da aplicação de um questionário articulado pelos pesquisadores, ao passo que a prevalência de quadros ansiosos e depressivos foi avaliada a partir da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão. Os dados coletados foram submetidos à análise estatística descritiva e inferencial, adotando-se, para esta última, um p-valor de 0,05 como nível de significância estatística. <strong>Resultados:</strong> A amostra final do estudo foi composta por 19 pacientes. Dentre eles, 1 apresentou quadro sugestivo apenas de ansiedade, 2 apresentaram quadro sugestivo somente de depressão e 8 exibiram resultados sugestivos tanto para ansiedade, quanto para depressão. Embora sem significância estatística nos testes aplicados, verificou-se que houve mais pacientes com quadros sugestivos de depressão e ansiedade na faixa etária de 65 anos; no sexo masculino; na população preta; com outras disfunções de saúde; e naqueles com renda familiar de até 1 salário mínimo. <strong>Conclusão: </strong>A DP influencia a qualidade de vida dos pacientes, sobretudo nos parâmetros de saúde mental. Dessa maneira, urge a criação de protocolos assistenciais que integrem a avaliação da ansiedade e da depressão no manejo da doença, garantindo melhor qualidade de vida.</p> Bernard Vidal Arnaud, João Gabriel Portilho Gomes Brito, Hanna Beatriz Cruz da Costa, Sabrina Reika Seko Kondo, Sthefany Gabrielly Souza Pinto, Patrícia Regina Bastos Neder Copyright (c) 2026 Pará Research Medical Journal https://prmjournal.emnuvens.com.br/revista/article/view/960 Mon, 01 Jun 2026 00:00:00 -0300 Aplicativos mHealth para monitoramento clínico e segurança do paciente no pós-operatório: revisão integrativa da literatura https://prmjournal.emnuvens.com.br/revista/article/view/969 <p><strong>Objetivo:</strong> Analisar as evidências científicas recentes sobre o uso de aplicativos mHealth voltados ao monitoramento clínico e à segurança do paciente no pós-operatório. <strong>Método:</strong> Revisão integrativa da literatura, conduzida segundo critérios metodológicos padronizados, com buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e SciELO, contemplando estudos publicados entre 2020 e 2025. <strong>Resultados:</strong> Foram incluídos 25 estudos, os quais evidenciaram redução de complicações pós-operatórias, melhor controle da dor, detecção precoce de eventos adversos, aumento da adesão terapêutica e diminuição das readmissões hospitalares. <strong>Conclusão:</strong> Os aplicativos mHealth configuram ferramentas eficazes para fortalecer a segurança do paciente no pós-operatório, com impacto positivo na qualidade assistencial e na continuidade do cuidado.</p> <p> </p> Rafael Alves Freires, Guilherme Brito de Aguiar, Jorge Luiz Dutra Junior, Lorena de Oliveira Tannus, Leonardo Gomes de Sousa, Benedito do Carmo Gomes Cantão, Francisco Alves Lima Junior, Anderson Bentes de Lima Copyright (c) 2026 Pará Research Medical Journal https://prmjournal.emnuvens.com.br/revista/article/view/969 Fri, 10 Apr 2026 00:00:00 -0300 Aplicativos mHealth como Ferramenta de Apoio aos Cuidados Pré e Pós-Operatórios em Saúde: uma Revisão Integrativa https://prmjournal.emnuvens.com.br/revista/article/view/991 <p><strong>Introdução:</strong> Os cuidados pré e pós-operatórios constituem etapas críticas do processo assistencial, influenciando diretamente os desfechos clínicos, a segurança do paciente e a ocorrência de complicações. A crescente incorporação de aplicativos móveis em saúde (mobile health – mHealth) tem ampliado as possibilidades de educação, monitoramento remoto e comunicação entre pacientes e profissionais de saúde. <strong>Objetivo:</strong> Analisar as evidências científicas disponíveis na literatura acerca do uso de aplicativos mHealth como ferramenta de apoio aos cuidados pré e pós-operatórios em saúde. <strong>Método:</strong> Revisão integrativa da literatura, conduzida nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e LILACS, considerando artigos publicados entre 2020 e 2025. Foram incluídos estudos originais, ensaios clínicos, estudos observacionais e revisões que abordassem o uso de aplicativos mHealth no contexto perioperatório. <strong>Resultados:</strong> Foram incluídos 30 estudos, organizados em quatro categorias temáticas: educação em saúde e preparo pré-operatório; adesão e autocuidado no pós-operatório; monitoramento remoto e comunicação profissional-paciente; e usabilidade, desafios e limitações dos aplicativos mHealth. Os achados indicam melhora na adesão às orientações, maior engajamento do paciente e potencial redução de complicações, embora persistam limitações metodológicas. <strong>Conclusão:</strong> Os aplicativos mHealth configuram-se como ferramentas promissoras no suporte aos cuidados pré e pós-operatórios em saúde. Entretanto, são necessários estudos mais robustos e padronizados para consolidar sua efetividade clínica.</p> Rafael Alves Freires Copyright (c) 2026 Pará Research Medical Journal https://prmjournal.emnuvens.com.br/revista/article/view/991 Tue, 12 May 2026 00:00:00 -0300 Impactos da espiritualidade no enfrentamento do câncer de cabeça e pescoço: uma revisão sistemática https://prmjournal.emnuvens.com.br/revista/article/view/1010 <p><strong>Objetivo:</strong> Sintetizar as evidências científicas sobre a relação entre espiritualidade e desfechos psicossociais de enfrentamento em adultos com câncer de cabeça e pescoço. <strong>Método:</strong> Foi realizada uma revisão sistemática de acordo com as diretrizes PRISMA 2020 e registrada no PROSPERO. Foram incluídos estudos observacionais que avaliaram espiritualidade, religiosidade ou <em>coping </em>espiritual em indivíduos com câncer de cabeça e pescoço. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Web of Science, Biblioteca Virtual em Saúde, Cochrane Library, SciELO e ScienceDirect. O risco de viés foi avaliado por meio dos instrumentos do Joanna Briggs Institute (JBI), e a certeza das evidências foi analisada utilizando a abordagem GRADE. Devido à heterogeneidade metodológica, os resultados foram sintetizados de forma narrativa. <strong>Resultados:</strong> Três estudos atenderam aos critérios de elegibilidade. De modo geral, níveis mais elevados de espiritualidade ou religiosidade estiveram associados a melhor qualidade de vida percebida, maior aceitação da doença e experiências de enfrentamento mais adaptativas. Contudo, os estudos eram observacionais, apresentaram variabilidade metodológica e risco de viés moderado, resultando em certeza da evidência baixa a muito baixa. <strong>Conclusão:</strong> As evidências disponíveis sugerem que a espiritualidade está relacionada a aspectos psicossociais do enfrentamento no câncer de cabeça e pescoço. No entanto, as limitações dos estudos existentes impedem inferências causais. São necessários estudos longitudinais e pesquisas que explorem abordagens estruturadas de cuidado espiritual para fortalecer a base de evidências.</p> Karoline Souza Carvalho, Kaique dos Santos Almeida, Natalia Gabrielle de Araujo Sarmento, Gabriel Neves de Melo, Samilly Monteiro Sátiro, Rita de Cássia Silva de Oliveira Copyright (c) 2026 Pará Research Medical Journal https://prmjournal.emnuvens.com.br/revista/article/view/1010 Tue, 12 May 2026 00:00:00 -0300